Gedtte

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Uma Mutante Constante




Fora da rota do tempo
Meus pensamentos vagueiam
Jogo fora o contratempo
Sonhar... longe do bom senso.

Retrato-me na consistência
Sem modelar-me “certinha”
Primo por ter consciência
Sou um trem fora da linha.

Duplicidade é “um nada,”
Temos facetas além
Se a estrada é bem curvada
Igualdade? Só no “bem.”

Sou hoje o azul do Céu
Amanhã... O verde do mar;
Sou mutante flor do mel
Jamais em um só lugar.

Beijo o luar do sertão
Amo ao Poeta mutante
Sou carro na contramão
Um riso farto e constante.

Sou gado na invernada
Arrebento-me e choro atoa;
Uma mortal que do nada
Tira um sorriso e “caçoa!”

Goretti Albuquerque.
Um pouco abusada mas... Autêntica!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Onde me encontro

No cantar de um passarinho
Vigiando o próprio ninho
No viajante errante
Que busca em vão um caminho;
Por certo não encontrou
Direção, abrigo, amor,
Sorriso afável de flor,
E vaga em desalinho.

Em cada olhar profundo
De quem se acha sem mundo,
No semblante do mendigo
De suor frio e profundo;
Pois em seu nome já trás
Um rótulo de vagabundo,
Nem em sonhos encontrou paz.

Nas mãos da mulher que passa
Gesticulado com o filho
Na criancinha que chora
Sem se quer ser compreendida;
Tem seus olhos marejados,
Parecendo já saber
Qual sina terá por vida.

Aquele homem sisudo
Indo pra lá e pra cá
Na vida que vai levando
E junto vai lhe levar
No grito da noite escura
No clamor da criatura,
Sem entender seu chorar.

Goretti Albuquerque.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Há de ser Bendita!






Autor(a)Goretti Albuquerque.

Há de ser bendita
A terra que o grão faz brotar!
Caboclo hermoso acredita:
Semeando tudo Dá.

E bem lá em seu ranchinho
Alimentando os meninos
Diz o bom homem franzino:
Semeando tudo Dá.

Olhando o Céu agradece
Dedilhando sua viola
Louvando diz numa prece:
Semeando tudo Da.

Uma vaquinha de leite
Sua lavoura prospera
Lampiões fartos de azeite
Semeando tudo Dá.

À noite junto à cabocla
Na redinha faz amor.
Seu pensamento entoa:
Semeando tudo Dá.

Dá na rua e dá no mato
À noite corre o boato
Diz o matuto prosaico:
Semeando tudo Dá...

Goretti Albuquerque

terça-feira, 8 de junho de 2010

Solo Triste.






Se te sentes tão fraquinho
Pensando em desanimar
Pede ao homem consciência
E em tudo melhorar
Salvar os teus nutrientes
Que estão tentando levar.

Solo que nos dá fartura
Põe na mesa o alimento
Pra tanta gente fartar
Exiges conhecimento
Do homem que traga a terra
Deixando-a no esquecimento.

Pedes para a natureza
Ser compassiva contigo
E que ensine ao próprio homem
A não ser seu inimigo
Tira de ti, seu sustento
Mais é um ser pervertido.

Solo do agreste sertão
Castigado pela seca
Espera a chuva já vem
Muito em breve não te esqueças
Os botõezinhos em flor
Brotarão, não te esmoreças.

Faz brotar a erva daninha
Também os lírios do campo
Cobre a relva e toda a terra
Com resplendor e encanto
Se o homem não te cuidar
Em breve virá seu pranto.

Goretti Albuquerque..

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Indignação!






Quando em ti o inverno chegar,
Então corres aos lírios do campo;
Beijão às mãos da criança a passar,
E oferta a bondade em forma de amar.

E se a chuva em tua noite cair,
Sai às ruas olhando ao teu lado;
Se encontrares um irmão a pedir,
Parte o pão e a coberta calado.

Quanto tempo tem um ancião,
De calçadas, de fome e de frio?
Não perguntes estendes tua mão;
Faz agora e evites o “teu calafrio.”

Na barriga daquela senhora,
O embrião pensa: vou perecer;
Pois pressente que o mundo lá fora
Tem traçado seu negro viver.

Vejo a lua opaca escondida,
Hoje o sol não brilhou nas colinas;
Sente as dores incompreendidas,
De uma lágrima escondida por trás das cortinas.

Era o tempo e o vento a soprar,
E nas guerras Nações combatiam;
Sem motivos deixando ao relento,
Pobres jovens, sem causas morriam.

Esse texto não é ficção, nem imaginação.
É a verdade em um grito de Indignação!

Goretti Albuquerque

domingo, 6 de junho de 2010

O Velho e o Menino.






Um pobre velho sentado
Vê um menino ao chão
Tem as mãozinhas estendidas
Pede um pedaço de pão
O velho então lhe pergunta
Não te quiseram mais não?

A semelhança dos dois
Os faz amigos então
O que um ganha é do outro
E caminhando assim vão
Um ensinando ao outro
Como vive um pobre cão.

O velho já foi menino
Entende bem seu amigo
Vai lhe passando da vida
Lições como tem vivido
No decorrer de sua vida
Vais precisar de um abrigo.

O menino aprendeu
Tão somente a sonhar
Que vida de gente grande
É um alegre cantar
Mais de olhos no futuro
Começa a desanimar.

O velho e o menino
Sofrem a mesma crueldade
Foram jogados na vida
Com requintes de maldade
Família e País fizeram
Tamanha perversidade.

MARIA GORETTI ALBUQUERQUE.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um Alerta... Alerta!!!






O que fizeram com nossas matas
Bela Floresta quem te devasta?
Por que te calas, velha Cascata?
Rouxinol triste parou seu canto
As borboletas voam em pranto
E o homem insano: Tirou seu manto.

Abraçada a ti faço um juramento
Junto ao teu coração chorar o seu lamento
Vejo teus galhos copados como um monumento
Por que te sugam te destroem assim dessa maneira?
Choro pelo canarinho, o beija-flor e também por ti.
Floresta escassa tão desfigurada sou o teu sentir.

Minh!alma entristecida se enluta na dor
Rios, afluentes, fontes e animais
Sou o teu grito nas horas fatais
Teu orvalhar expressa o teu clamor
Vil animal o homem e suas façanhas
Vai ter comigo e com minhas entranhas.

Quando criança cobria-me as tranças
Braços abertos a me guardar nas sombras
Meus Piqueniques, eu sentava em teu chão
A mesa posta os pássaros em canção
Saudade e sonhos minha árvore querida
Infância linda seiva de tua vida.

Quando chegarem os falsos lenhadores
Pranteia o orvalho demonstra tuas dores
Não percas nunca o manto de tuas cores
Luta e reage contra os opressores
Confiam em mim e em teus defensores
Amando iremos te render louvores.

Goretti Albuquerue.

Benvindos ao meu kantinho!!!

Piu Piu pra você!

Piu Piu pra você!