Gedtte

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domingo, 15 de setembro de 2013

Falar é Preciso.

Que magnífico seria só do amor falar. Tantas vezes cantamos em forma de um calar. Mesmo que o peito insista em sangrar, Esquece a dor da navalha a cortar. Tão bom seria não dizer das dores, Não repassando nossos dissabores. Mas o poeta explodirá o peito Pois é fiel na Causa e no Efeito. Compor da flor se abrindo entre mil cores Do lírio branco passando harmonia. Ao escrever de amor feliz e paz Mas, contradiz. E o poeta o que faz? Compor da lua derramando sonhos, Dos verdes campos e do olhar de menino. Buscar no Céu uma Estrela Cadente E por instantes ser um sol ardente. Lá no infinito montar melodia Olhar em voo subir bem ao topo. Ser tão astuta feita à andorinha Levar no bico um cantar como em sopro. Ser viajando tal qual um errante No alto mar sentir estar no porto. Por entre os raios do luar dançante Dizer sorrindo ainda que quase morto. Mas tudo muda nos versos de um pensante. Que em sua dor diz coisa hilariante. E vão dizendo em gotas que não brotam Sonhos contrários em seu imaginário. Goretti Albuquerque

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Mãos Estendias

Mãos estendidas Seu olhar, seu agir geram vidas. Só depende de sua expressão. Sinta a dor e a tristeza contida, E no abraço sincero comungue com o irmão. Seu olhar de amor é preciso Para alguém na coxia com frio e sem pão. Leve o riso e divida consigo Que o sofrer diminui se transforma em canção. Quem estende à mão pra pedir, Desrespeita sua alma e se abate na dor. Mas à mão que ajuda recebe poder Gesta a vida de quem só conhece o sofrer. Quando a chance de ajudar vier, Vai! Apressa-te e faz o teu melhor. Lembra o tempo é veloz e se você quiser Deixa feitas, atitudes, empresta ao menor. Uma vez veio o tempo do bem. Nem olhaste o irmão ao relento. Outra vez o mendigo partiu para o além, Não fizeste tua parte negando-lhe o sustento. Troca às horas banais e te entrega. Sai em busca de tantos banidos da vida em tudo. Sempre temos um pouco; não nega. Repartindo teu pão estarás tendo assim teu escudo. Eu somente não posso esse mundo sozinho mudar. Venha aqui meu irmão vamos juntos somar. Não despreze jamais nas calçadas das ruas a chorar. Vai empresta um sorriso e um carinho no olhar. Goretti Albuquerque

domingo, 5 de agosto de 2012

Seiva do Bem

Na esfera intensa entre o amor e a dor Estão sempre presentes reversos de um amor. São gravadas lembranças de um querer, Brotam lágrimas e risos de um triste viver. Vi meus passos deixados em minha dor gerados, E meus sonhos calados em um viver abortado. Quando o que eu mais queria era ser amparada, Mas, o tempo é um rio corrente suga o naufragado. Constatei que a soma perfeita é sempre ser “UM” Juntei falas, fiz partes transformarem-se em dois. Encontrei uma luz de beleza incomum, Pensamento e amor eu deixei pra depois. Eu chorei e troquei minhas dores por flores, Caminhei e errei fui de encontro ao infinito. No final supliquei por um “DEUS” em louvores, Remontei minha vida em um mundo bonito. Fui à lagarta e virei borboleta em metamorfose, O gorjeio suave o sopro de uma brisa. Troquei velha plumagem entoei em coro Entre Anjos e Arcanjos eu sorri em choro. Fiz meu ninho macio entre ciprestes Quis pegar na lua, ver a imagem tua. Vi um sol vermelho lembrei meu Nordeste, Saí pelas ruas desejei ser sua. Na terra, no mar ou nos ares, Vou viver de Amores esquecendo as dores. Sonharei voando por onde andares, Sou Seiva do bem, não de dissabores. Goretti Albuquerque

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Eu preciso falar!!! Quando dois mais quatro somam apenas “UM” Experimenta na boca a secura e o amargo sabor do fel. Um corpo sangrando com ossos moídos, tenta suportar. A alma maculada por tantos suplícios clama a Deus do Céu. Quando Álvares de Azevedo repassa sua dor, Não é covardia ou lamentação. È a valentia sábia e sem cor. Coloca seu luto e da tristeza faz seu sofrer transformar-se em seu reduto. Gesto de nobreza o Poeta em rimas, chocando ele fala. Quando bem distante lembrarei meus sonhos. Ainda que as críticas venham dizer de minhas rimas tristes e negativas, Não os recriminem, deixe-os. Ao menos eu falei da minha dor como eu sentia. Vomitei em versos brilhei na penumbra, fiz meu Universo. Quando nada mais me inspirava contei relatos em alegria. Canto o triste canto, silencio em pranto vivo à nostalgia. Se em minhas prosas dizem do avesso e te contagia, Faço um doce amargo, ouço meu gemido feito em melodia. Quando o véu da noite vier como a brisa, mas com ironia, Eu cobrirei à face enfrentarei, e avante segurei em meu disfarce. Uma auditoria não terá valia sem sua expressão. Chorando eu escrevo, declamo as batidas de meu coração. Existem poetas que apenas dizem do amor. Outros relatam pontos obscuros de uma grande dor. Mesmo desfolhadas pétalas de rosas lembram aquela flor. Eu digo de tudo, do mendigo ao príncipe, em forma de Amor. Maria Goreti Albuquerque.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Melancolia.
Sem que eu pedisse, ela veio. Sufocou-me à vida rasgando em feridas... Ela veio aguçada e colada, E se fez a mais cruel companheira Melancolia Ela veio sorrateira invadindo, Meus passos, meus rastros. Sem que eu a desejasse, ela veio. Corroendo e sugando como um calafrio. Ela veio lenta e contínua, Tragando meus sonhos, levando meus dias a fio. Sem que eu permitisse, ela veio. Arremessando um peito sonhador, deixando no vazio. Ela veio retratando, Um viver tardio de horas alegres tão raras. E foi registrando as marcas, ela veio. Fez-me esquecer do riso, afundou Minh’alma tão fria. Ela veio inconseqüente, Torturando e marcando a escala maior. Demarcando à tristeza sem par, ela veio. Dilacerando a vida e tentativa de um aprendiz. Ela veio sem misericórdia, Marcando a folhinha sem falhar um dia. Supliquei distância da tal sintonia; mas, ela veio. Versar em dilema, tendo em companhia à “Melancolia”. Maria Goretti Albuquerque.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Maria Eduarda (neta)

Maria Eduarda (neta) Uma luz vem surgindo da Constelação De um brilhar tão cândido, trás amor intenso em seu coração.. No ventre ainda, recebe afagos e admiração Teu sorriso oculto é a mais doce espera de superação. Maria Eduarda Princesinha amada, Venha com harmonia trazendo alegria. Estrelinha da inocência, de encanto e meiguice tão esperada. Teus pais ansiosos contando os segundos o peito extasia. Entre tantas formas de ultracenografias Vimos-te em imagens desfocadas e belas. Formada estás a caminho de abraços, carinho e magia. Tens por sobrenome pétala de “Rosa” branquinha e singela. Mais um mês de espera e você calminha. Irradia vida, chuta à mãe com graça diz do seu anseio. Que seus dias sejam como os de uma águia voando em gorjeio, Mãozinhas socando, pezinhos chutando é o seu bailado linda princesinha. Venha Cometinha, trazendo alegria e sabedoria. Está próximo à hora, Deus mandou o Arcanjo guardar teu caminho. Mostra teu sorriso, chora e faz beicinho pra nossa alegria. E em uma prece nós te consagramos, querido Anjinho! Vidinha tão bela e tão desejada! O Rhaví te espera Príncipe primeiro. Vão viver no amor em doce alvorada, Juntos crescerão nos passos de Deus, o Pai verdadeiro. Homenagem à chegada de Maria Eduarda, da vovó Goretti.

A Bisneta Antonia (homenagem)

A Bisneta Antonia (homenagem) Antonia menina, flor que desabrocha, Antonia a bisneta de “Antonia a Rocha”. Antonia a linhagem de um fragmento exuberante. Cristal em brilhante pedaço de vida de “Antonia” o mirante. Trás luz para nosso alento, pedra de grande valia. Sendo, pois vertente da “Bisa Guerreira, Dona Valentia”. Sinto a alegria e o acalanto, Ao escrever “Antonia” que suave nome! Sua bisneta Antonia, trazendo tua força e o teu encanto. Mamãe eu chorei por tanta emoção e por lealdade, Homenagem Postumans de seu filho Orestes diz da santidade. Santidade é riso jorrando aos rebentos, disfarçando a dor. Não há heresia comparar-te assim, Anjo Querubim; Rocha em Valentia, viver de ousadia com Sabedoria. Mamãe flor do campo o nosso aconchego o nosso recanto. Sufocando o pranto deixo-te esses versos em forma de um Canto. Um perfume raro invadiu-me a mente e meu coração. Quando uma vidinha, botãozinho ainda fez continuação. E a bisneta Antonia veio da vertente ditando a canção. Vem à pequenina com luz matutina arraigada em Glória. Benvinda Antonia! Remonte os mosaicos da nossa História. Deus com maestria mostra o bom caminho. Que a nossa Antonia seja luz ao mundo. Entoamos hinos ao tocar dos sinos. Mãe Antonia ora pelos seus meninos, E a bisneta Antonia trás seus pergaminhos. Antonia semente do Amor nossa mãe tão querida. Teu sofrer, teu viver foi o nosso aprender. Irradias luz lá junto a Jesus. Pedimos somente que a pequena Antonia Trilhe teus caminhos; em forças, virtudes e atitudes. Homenagem da tia avó Goretti Albuquerque.

Benvindos ao meu kantinho!!!

Piu Piu pra você!

Piu Piu pra você!