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Que férias! Ceará terra da Gente!!!

Que férias! Ceará terra da Gente!!!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Magia da Natureza.

A frágil flor ostentava a beleza. Seu resplendor descortinava o ao vento. Gotas de orvalho banhavam em pureza, Botões se abriam colorindo o tempo. Mãe Natureza! Cheia de encanto e magia. Ao amanhecer perfumando revestes. Seu verde manto sopra nostalgia, Marejam olhos e o peito se enternece. Terra molhada pelas corredeiras. Sons barulhentos vêm da ribanceira. Vidas diversas deságuam certeiras, Buscam a Mãe terra velha companheira. A lua esconde e vem brilhar o sol. Empresta o brilho e aguarda pela noite. O mar se agita apontando o farol, Banhando a relva a lua retorna em açoite. Esquilos saltitantes seguem em bandos. Pássaros gorjeiam e ao fim de mais um dia. Grilos em galhos soltam agudos cantos, Dona formiga com garra seguia. E assim termina o roteiro na mata. Montanha curva-se para o Céu azul. E o buriti frondoso beijando a cascata, Abençoando vai a Natureza em luz. Goretti Akbuquerque

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Saudades Gurgurizeiro!

Era um belo domingo em seu final de tarde e uma cor acinzentada aparecia no Céu. Parecia que aquelas nuvens baixas e escuras formando carrancas e desenhos sombrios indicavam uma forte tempestade. Eu vinha saindo de mais um dia de trabalho e apertei o passo já que eu estava aproveitando para fazer uma caminhada. Olhei mais uma vez para cima e pensei; Como às nuvens agora tinham formas severas, adultas e diferentes do tempo de minha infância. Onde o que a gente via no Céu eram caras de anjos, floquinhos de algodão e tantas formas engraçadas e mágicas sempre de bom humor a nos sorrir. Pois é. Quando criança tem-se uma imaginação fértil e apenas queremos ver aquilo que nos é interessante, pois não conhecemos ainda a maldade, apenas a inocência e sonhos mirabolantes. Eu confesso que continuo sonhando intensamente porque sem eles (os sonhos) não existiriam vidas, Sonhar é preciso sempre. Bom. Voltando para minha caminhada para casa eu olhava tudo em volta e aquele silêncio gelava meus ossos e o vazio da cidade era tal qual minha alma estava naquele final de tarde. Andei mais um pouco olhando para as avenidas e nenhum carro ou pessoas passavam por ali. Pode ser que estavam descansando de tantos eventos sociais ou ainda estariam desfrutando do domingo para começarem suas lutas na segundona brava e segui adiante subindo uma rua arfando e desejando que a próxima esquina fosse a minha rua. Falando em meus pensamentos eu voltei lá para minha cidadezinha no Ceará e lembrei –me da beira do rio da madrinha Rosa (minha avó) da casa velha lá de cima do morro a olhar nossas correrias e- entre risadas marotas, parecia que compreendia e calada aquele casarão branquinho e sorria de nossas molecagens e para nosso viver alegre e sonhador de criança. Continua exuberante no mesmo lugar aquele recanto de tantos sonhos onde sempre voltamos para renovar nossas energias ou para deitarmos em uma redinha e dormir com a brisa do leito do rio a nos embalar, a nos ninar como quando em criança. Na descida e bem em frente ao casarão existia uma grande e bela árvore por nome Gurgurizeiro onde tinha um balanço improvisado com cordas presas aos galhos e quem quisesse por uns minutos sentar e balançar, tinha que pagar para meu tio (Badel agora no Ceú) com folhas qualquer de árvores. Era um lugar mágico para a meninada e para todos os netos que não eram poucos. Família numerosa e vinham outras tantas crianças querendo balançar a sombra do belo Gurgurizeiro que em um bailado e um farfalhar de suas folhas e copa, exuberante acolhia a todos com elegância e formosura. Ali tinha um lugar para banho onde o fundo era arenoso e plano era o encontro da turma do Colégio aos finais de semana com nossos inesquecíveis Piqueniques não no leito do rio, mas, ao lado embaixo daquela árvore copada onde os meninos matavam passarinhos durante uma semana (ainda era permitido) e às meninas faziam a comida em panelas de barro com gravetos secos e tudo era uma delícia. De repente voltei ao Planeta Terra e já havia passado de minha casa que loucura quando sonhamos de olhos abertos não conseguimos ter noção de onde estamos ou para onde vamos, apenas viajamos o que ainda é possível transpor fronteiras sem pagar pedágios de nada. Sorri e virei três ruas entrando em casa nostálgica. Ufa! Que mente mirabolante essa minha! Girei minha chave no portão e entrei ainda sentindo o leve som das folhas do Velho e querido Gurgurizeiro da nossa meninice. Deitei um pouco e respirei fundo em minha redinha na varanda. Coisas de um bom cearense. Bati o pé na mureta da varanda e balancei por algumas horas lembrando e voltei ao mesmo lugar a beira do rio. De repente vieram lembranças tristes daquele lugar onde outrora fora nosso Paraíso. Não mais existia nosso balanço por nome de “Galamar” e tão pouco nosso velho Gurgurizeiro. Que tristeza! A cada ano que eu voltava ao Ceará e visitava o lugar de tantas pessoas sonharem eu percebia que a pobre árvore pedia socorro ao rio e aos pescadores noturnos que sempre faziam sua fogueira sem baixo e com facões tiravam pedaços de seu tronco para reforçarem suas fogueiras para melhor enxergaram os peixes. Que maldade eu sentia uma dor e uma saudade. Estava morrendo aos poucos nosso amigo e confidente. Voltei lá no ano seguinte e fiz uma foto minha bem ao centro de seu tronco onde havia um buraco queimado pelos maldosos pescadores. Chorei junto a tantos que amavam abraçar aquele baluarte e agora estava tombando e parecia despedir-se de mim. Vou postar essa foto de que vos falei acima do texto para que possam ver e sentirem como o fato é verídico. No ano seguinte eu não fui, felizmente para minha terra e meu irmão o poeta e Filósofo de um sentimento nobre convidou toda à Cidade em uma noite de lua cheia e foram fazer um Luar bem onde apenas existia pequenos fragmentos e o buraco no tronco do velho Gurgurizeiro. Orestes meu irmão fez uma fogueira dos poucos galhos que ficaram e com o coração inspirado e doído declamou um poema dedicado àquela árvore querida e declamou jogando junto aos moradores e cada um jogava um pouco de suas cinzas no não menos admirado rio de nossa infância. Foi um momento triste de muita emoção, mas, de uma grande homenagem aquele nosso recanto e confidente de nossas peraltices. Por isso eu digo que infelizmente não estive nessa grande homenagem porque sou muito emotiva e talvez eu choraria diante do meu herói Gurgurizeiro. Não. Apenas alegria e boas recordações querem daquela árvore, de nosso balanço e dos piqueniques para repassar aos meus filhos, netos essa foto e que um dia alguém de coração cruel queimou aquela árvore e que o nosso velho rio suavemente conserve em branca espuma suas cinzas, sua vida Gurgurizeiro. Que viagem maravilhosa! Abri os olhos e já passava das vinte e duas (22;00) horas eu ainda nem havia entrado em casa. Franca 15/09/2013 Goretti Albuquerque

domingo, 15 de setembro de 2013

Falar é Preciso.

Que magnífico seria só do amor falar. Tantas vezes cantamos em forma de um calar. Mesmo que o peito insista em sangrar, Esquece a dor da navalha a cortar. Tão bom seria não dizer das dores, Não repassando nossos dissabores. Mas o poeta explodirá o peito Pois é fiel na Causa e no Efeito. Compor da flor se abrindo entre mil cores Do lírio branco passando harmonia. Ao escrever de amor feliz e paz Mas, contradiz. E o poeta o que faz? Compor da lua derramando sonhos, Dos verdes campos e do olhar de menino. Buscar no Céu uma Estrela Cadente E por instantes ser um sol ardente. Lá no infinito montar melodia Olhar em voo subir bem ao topo. Ser tão astuta feita à andorinha Levar no bico um cantar como em sopro. Ser viajando tal qual um errante No alto mar sentir estar no porto. Por entre os raios do luar dançante Dizer sorrindo ainda que quase morto. Mas tudo muda nos versos de um pensante. Que em sua dor diz coisa hilariante. E vão dizendo em gotas que não brotam Sonhos contrários em seu imaginário. Goretti Albuquerque

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Mãos Estendias

Mãos estendidas Seu olhar, seu agir geram vidas. Só depende de sua expressão. Sinta a dor e a tristeza contida, E no abraço sincero comungue com o irmão. Seu olhar de amor é preciso Para alguém na coxia com frio e sem pão. Leve o riso e divida consigo Que o sofrer diminui se transforma em canção. Quem estende à mão pra pedir, Desrespeita sua alma e se abate na dor. Mas à mão que ajuda recebe poder Gesta a vida de quem só conhece o sofrer. Quando a chance de ajudar vier, Vai! Apressa-te e faz o teu melhor. Lembra o tempo é veloz e se você quiser Deixa feitas, atitudes, empresta ao menor. Uma vez veio o tempo do bem. Nem olhaste o irmão ao relento. Outra vez o mendigo partiu para o além, Não fizeste tua parte negando-lhe o sustento. Troca às horas banais e te entrega. Sai em busca de tantos banidos da vida em tudo. Sempre temos um pouco; não nega. Repartindo teu pão estarás tendo assim teu escudo. Eu somente não posso esse mundo sozinho mudar. Venha aqui meu irmão vamos juntos somar. Não despreze jamais nas calçadas das ruas a chorar. Vai empresta um sorriso e um carinho no olhar. Goretti Albuquerque

domingo, 5 de agosto de 2012

Seiva do Bem

Na esfera intensa entre o amor e a dor Estão sempre presentes reversos de um amor. São gravadas lembranças de um querer, Brotam lágrimas e risos de um triste viver. Vi meus passos deixados em minha dor gerados, E meus sonhos calados em um viver abortado. Quando o que eu mais queria era ser amparada, Mas, o tempo é um rio corrente suga o naufragado. Constatei que a soma perfeita é sempre ser “UM” Juntei falas, fiz partes transformarem-se em dois. Encontrei uma luz de beleza incomum, Pensamento e amor eu deixei pra depois. Eu chorei e troquei minhas dores por flores, Caminhei e errei fui de encontro ao infinito. No final supliquei por um “DEUS” em louvores, Remontei minha vida em um mundo bonito. Fui à lagarta e virei borboleta em metamorfose, O gorjeio suave o sopro de uma brisa. Troquei velha plumagem entoei em coro Entre Anjos e Arcanjos eu sorri em choro. Fiz meu ninho macio entre ciprestes Quis pegar na lua, ver a imagem tua. Vi um sol vermelho lembrei meu Nordeste, Saí pelas ruas desejei ser sua. Na terra, no mar ou nos ares, Vou viver de Amores esquecendo as dores. Sonharei voando por onde andares, Sou Seiva do bem, não de dissabores. Goretti Albuquerque

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Eu preciso falar!!! Quando dois mais quatro somam apenas “UM” Experimenta na boca a secura e o amargo sabor do fel. Um corpo sangrando com ossos moídos, tenta suportar. A alma maculada por tantos suplícios clama a Deus do Céu. Quando Álvares de Azevedo repassa sua dor, Não é covardia ou lamentação. È a valentia sábia e sem cor. Coloca seu luto e da tristeza faz seu sofrer transformar-se em seu reduto. Gesto de nobreza o Poeta em rimas, chocando ele fala. Quando bem distante lembrarei meus sonhos. Ainda que as críticas venham dizer de minhas rimas tristes e negativas, Não os recriminem, deixe-os. Ao menos eu falei da minha dor como eu sentia. Vomitei em versos brilhei na penumbra, fiz meu Universo. Quando nada mais me inspirava contei relatos em alegria. Canto o triste canto, silencio em pranto vivo à nostalgia. Se em minhas prosas dizem do avesso e te contagia, Faço um doce amargo, ouço meu gemido feito em melodia. Quando o véu da noite vier como a brisa, mas com ironia, Eu cobrirei à face enfrentarei, e avante segurei em meu disfarce. Uma auditoria não terá valia sem sua expressão. Chorando eu escrevo, declamo as batidas de meu coração. Existem poetas que apenas dizem do amor. Outros relatam pontos obscuros de uma grande dor. Mesmo desfolhadas pétalas de rosas lembram aquela flor. Eu digo de tudo, do mendigo ao príncipe, em forma de Amor. Maria Goreti Albuquerque.

Benvindos ao meu kantinho!!!

Piu Piu pra você!

Piu Piu pra você!