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Que férias! Ceará terra da Gente!!!

Que férias! Ceará terra da Gente!!!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Esse seu jeito menina...




Bem no alto da colina
O azul do Céu se inclina
E os olhos dessa menina
Tem cristais como retina.

No remanso dessas águas
Mistérios de amor deságuam
E o coração da menina
Deixa dito a minha sina.

E quem quer saber amar
Traga querência e loucura
É que o andar da menina
Tem desejos sem censura.

Quem te ensinou a matar
Diz morena cor da flor
Mais o cheiro da menina
Embriaga e me alucina.

Caçador de mais amor
As pedras vão te dizer
Que os seios dessa menina
São montanhas de prazer.

Toca-me com olhar matreiro
Trás no embalo dos quadris
Esse seu jeito menina
Tira-me o chão desatina.

Goretti Albuquerque.

domingo, 27 de junho de 2010

O Céu é o limite???




Não sei...
Delimito-me como espaço,
Dependendo do que eu acho.
Sou mais o abstrato elevando
Muito acima meus pensamentos,
Posso viajar sem limites em sentimentos.
Bem sei...
Não posso visualizar
A intensidade de um sonhar
Nem um tom de falar
Uma alma a chorar
Rachaduras no amar
Nem meu peito a clamar.
Vejo a cor do batom
Chocolate ou bombom
Teu sorriso que é bom.
Mais não quero limites
Deus já me permite
Ame e acredite.
Desejos de Zeus
São também os meus.
Diz-me quais os seus?
Sou tal criatura
E saio da moldura
Vivo sem censura
Na vida futura.
Quer chegar ao topo?
Ouse... Seja louco
Não queira o sufoco
De um viver no pouco
De um limite imposto.
Traça teu esboço
Sai do calabouço
Corda no pescoço?
Nem pensar, seu moço!
Moço dos limites
Faço-te um convite
Passe dos limites
Vem! O amor permite.

Goretti Albuquerque.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

E Viva São João!!!




E Viva São João!!!

Pula a Fogueira menina,
Não deixa a brasa apagar;
Nas cinzas busca tua sina,
Penera no balançar.
Olha a roda da quadrilha,
Aquece a páia no ar;
Passa fogo com o filho,
Do cumpade a te espiar.
Joga o feitiço na dança,
Beija a mão daquele moço;
Vestida de chita e trança,
Deixa o povo em alvoroço.
Coloca o laço de fita,
Te enfeita pro Arraia;
Faz guarda perder apito,
Requebra no Anarriá.
Nessa noite de São João,
Cantador de estribilho;
Faz repente no baião,
No fole sopra com brilho.
Mulher casada de olho,
No danado do marido;
Moça solteira é ferrolho,
Tramela pra atrevido.
Toca sanfoneiro toca,
Poeirão vai levantar;
Aloá com tapioca,
Que essa festa é de lascar.

E Viva São João!!!

Goretti Albuquerque

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pai! Eu preciso de Ti.




Preciso de Ti!
Ajuda-me a aquecer
Esse frio esse vazio em meu coração.
Vem como a luz, nas asas de um Arcanjo
Em meus sonhos clamo Teu nome em adoração
Banha-me de brancura em meu novo amanhecer
De toda lágrima em minha face me faz esquecer.

Preciso de Ti!
No silêncio dessa noite
Quando a solidão se torna mais latente
Envolve-me em teus braços
Quebranta e desfaz toda nuvem negra em minha mente,
Desejo que essa minha inquietação
Seja o meu leve despertar para a minha razão.

Preciso de Ti!
No meu caminhar constante
Sempre buscando entender minhas aspirações.
Mergulho bem fundo lá bem distante
Parece-me um lugar sem graça e inconstante
Que em minhas somatórias e deduções,
Eu não me afaste de Ti em minhas orações.

Preciso de Ti!
Quero ser por Ti abençoada
Mas, minhas contradições têm me confundido.
Nada mais sei, estou condicionada
Penso digo coisas para muitos desencontradas.
Tenho a visão de um conhecer negado,
Olha pra mim, Pai! Meus sonhos foram silenciados.

Goretti Albuquerque.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Natureza, meu cheiro, minha vida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Misto Quente






Estou por ti assim,
Feito uma menina dengosa;
Por teus beijos eu estou desejosa,
Ruborizada assim como carmim.
Entre teus abraços eu,
Enrosco-me no teu corpo,
Em meus ouvidos sussurras palavras,
Deixando-me já com uma voz tão rouca.
Quando tuas mãos enlaçam minha cintura,
Frágil entrego-me e perco a compostura
Enquanto a química leva-nos às alturas,
Somos dois corpos, em uma arquitetura.
Rosto de anjo malicioso,
Andar debochado de um jeito gostoso,
Olhar matreiro, doce e cheiroso,
Letal ferrão, meu zangão venoso.
Somos esse misto,
Um sem o outro não existe;
Belo pecado um dogma que consiste,
Amor ao centro feito um misto quente.

Goretti Albuquerque.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Gangorra do sobe ou desce...




Sobe a ladeira neguinho
Segura a onda e não diz besteiras...
Bota a mão na massa e faz com carinho
Alguém na banguela já sobe às ladeiras.

Que engraçado e motivador
Queres subir sem elevador?
Pegas carona com “O Amador!”
Seus simples versos dizem do amor.

Por favor, meu “Nobre e sem nome!”
Deixa-me abraçar-te sentir sua nobreza
Sou eu “Cá de baixo” sem um sobrenome
Meu mundo é o manto da “Mãe Natureza!”

O Criador estava em riso profundo
Quando me formou e me olhou de soslaio
Essa pequena vai se machucar, mas vai fundo;
Quem sabe essa doida aplaque a dureza plantando emoção.

Olha a onda... Olha a onda.
Desmanche essa cara vem sorrir que o dia está lindo!
Repasse carinho, amor e bondade o “Teu Deus te sonda.”
De nada adianta criticar meus versos... Eu? Estou sorrindo.

Tanto faz no alto ou no rodapé
Não listando os 100 você é alguém
Dentro de um bueiro subindo a maré
Não é um deboche é meu passaporte para o “Mais Além!”

Goretti Albuquerque

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Estado de graça comigo e de encontro a mim mesma.

Deus em minha vida




Autor(a( Goretti Albuquerque.

Querido Deus!
Nesse momento de reflexão,
Rendo-me a Ti em adoração.
Agradeço-te pelo pão do irmão,
E quando em tempestades seguras minha mão,
Com grande zelo e amor cuidas do meu coração.

Pai de Amor!
Quando em minhas agonias, Tu estás comigo.
Em minhas alegrias, Tu és meu bom Amigo.
E quando penso não mais suportar,
Sinto Tua força em meu caminhar.
Bastando apenas Teu olhar para eu me levantar.

Meu Senhor!
Hoje quero somente agradecer
Pelos livramentos do meu ser.
Sei que se, pela minha jornada eu fraquejar,
E por alguns momentos eu sentir vontade de desanimar,
Um Deus presente logo virá para me amparar.

Pai Celestial!
Sou pequenina diante de Ti,
Minha boca proclama louvores a Ti.
Curvo minha cabeça diante de Ti,
Consagro todo aquele que necessita de Ti
Toma em Tuas mãos meu coração que vive por Ti!!!

sábado, 19 de junho de 2010

Nordeste do cabra de peste




Sinto lembranças lá do calor do meu Nordeste
Dos galhos secos das caatingas entre os ciprestes
Das serenatas da flor silvestre do meu agreste
Do assum preto, mandacaru e cabras da peste.

Um triste hino cantam as mulheres
Em romaria pedindo chuvas, nada interfere
Enfrentam a vida até na morte são uns “Alferes”
Seu tudo é nada fome e poeira, seu mundo fere.

Gente valente sempre contente
Nas tempestades clamam bondades
Com seus rosários e seus hinários
Rogam a Deus por filhos seus.

Alegre é o canto do homem do campo
Chapéu de palha vai com sua tralha
Pro seu roçado já veio à seca, tudo acabado.
Em Deus espera logo vem chuva sua dor supera.

Clima contrário rompeu barragens vem seu calvário
Perdem lavouras, casas e família quanta ironia...
De olhos marejados mãos calejadas sofrem calados
E numa prece olham pros Céus, não esmorecem.

Brilho nos olhos olha seus filhos são seus abrolhos
Com dois gravetos formam fogueiras vão do se jeito.
País tão belo olhe o Nordeste, povo singelo
Gente sofrida sorri da lida, cabeça erguida.

Sou esse povo que recomeça tudo de novo
Mesmo sabendo de altos e baixos vão se erguendo
Meu coração guarda esse cheiro dos meus irmãos
Eu voltarei algum dia e apertarei vossas mãos!



Goretti Albuquerque.
(Nordestina com orgulho!)



Minha homenagem ao dia do "Nordestino" essa "Brava Gente" a esse Povo Honrado!
Parabéns do fundo de minha alma também tão "Nordestina"!!!
Sou cabra da peste!
Salve todos os bravos "Nordestinos", que por onde passam deixam sua marca de valentia da cor do amor e da dor.
Parabéns "Nação Valente!"

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Se eu parar de te Amar...






Se eu parar de te Amar...
Toda flor perde a cor
Meu olhar será mar
E o meu corpo já morto
Em seu manto de pranto
Pedirá pra eu te Amar!

Se eu parar de te Amar...
Meu sorriso é sem riso
Meu andar vai parar
Vou sofrer e morrer
E meu chão em canção
Pedirá pra eu te Amar!

Se eu para de te Amar...
Vou viver por viver
E meu peito desfeito
Numa lágrima de dor e sem cor
Corre a face em disfarce
Pedirá pra eu te Amar!

Se eu parar de te Amar...
Serei noiva sem véu lá no Céu
Beija-flor sem a flor
Um luar sem brilhar
Minha boca sedenta em tormentas
Pedirá pra eu te Amar!!!

Goretti Albuquerque.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Flor primeira






No rosto a leve brisa
Nas mãos ternas carícias
Tens no olhar o brilho com malícias
Fortes batidas que um coração sincroniza.

Nos passos ritmados da menina,
O Céu muda de cor, o sol tem que se por.
A lua escondida em seu encanto ensina
Que o toque da menina enlouquece e fascina.

No sorriso debochado da moleca
Delírios e ensejos por seus beijos,
Mancebos vão ao Céu como em rapéu
Seus corpos são vulcões em erupções.

Nem sabe o que é capaz essa pequena
Vai por aí sorrindo do destino
Seu mundo tem a cor e maciez de um ninho
Trás em sua boca o cheiro de açucena.

Hormônios seus sinônimos bem marcantes
Requebros nos quadris olhares ofegantes
Viaja Céu e mar tudo em instantes
Deixa o luar e a terra excitantes.

Menina faceira travessa e fagueira
Vives teu encanto vestida em teu manto,
Escondas-te da dor e do pranto,
Seja a Flor Primeira de uma vida inteira.

Goretti Albuquerque.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Canta Boiadeiro!






Hei bom boiadeiro
Sopra ao viageiro
Brada ao garimpeiro
Diz pro mundo inteiro
Com toque certeiro
Florir aos canteiros.
Grita ao jardineiro
Cuidar dos celeiros
Transformar viveiros
Com teu som fagueiro
Fala ao arvoredo
Conta teus segredos.
Ressoa altaneiro
Garboso e trigueiro
Alcança o veleiro
Ecoa faceiro
Hino aventureiro
Mensagem em luzeiro.
Com tom bem festeiro
Toca ao forasteiro
Nos desfiladeiros
Encanta aos vaqueiros
Em versos matreiros
Meu nobre estradeiro.
Nas mãos do “Oleiro”
“Vives Boiadeiro”!

Goretti Albuquerque.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Senhora "Sem Horas"






Lá na África era a Copa do Mundo,
No Brasil cada filho com hora marcada;
Todos tinham um lugar de chegada,
Mas, aquela senhora procurou “um mundo.”
Era o primeiro jogo Brasil X Coréia do Norte,
Dia 15 de junho de 2010, mas que falta de sorte.
Bem calada escrevia tal qual moribundo.
Já não corriam lágrimas em sua face,
Seu coração de mãe preparara um disfarce;
E lembrou quantas Copas do Mundo tivera,
Que com tanta euforia torcia com os filhos e sorria;
Tinha dupla função, era pai e mãe;
Sua voz era forte desde o Sul ao Norte,
Hoje sofre ausências, sua escrita é suporte.
Navalha cortando, peito retalhando,
No silêncio reflete e amarga a solidão;
Das doces lembranças, sós desesperanças;
Uma dor rasante trazendo arrepio,
Dilacera a alma de um amar a fio,
Quantas madrugadas velando sua prole,
Pressente o incômodo, ninguém a acolhe.
Vai minha Senhora, no chorar tu amas,
Roga por teus filhos e a Deus não profanas,
Tua lágrima é sorriso a Deus não enganas,
Senhora da lida semente escolhida,
Respiras apenas por causa dos frutos,
Querendo teus galhos um dia arbusto,
Que Deus os mantenha a salvo e robustos.
Mas, hoje, em um canto da casa,
A pobre Senhora pegou pena e papel,
E o enredo choroso da alma, esboçou;
Não ouviu nem notou se o Brasil fez um Gol...
Sua TV nem ao menos ligou,
Com os fogos ela nem se importou,
Era tarde e um frio em seu peito ecoou.

Goretti Albuquerque

Flor D'Água - Banda de Pau e Corda

Banda de Pau e Corda - Vivência - 1973

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Um Amor sem Fim...




Procuro os meus dias
Perdidos no teu querer
Presa a ti sinto alegrias
Encontro-me em teu viver.

Esse amor absoluto
Faz-me santa e profana
Inocência em um minuto
Em teus braços viro insana.

Destinos ligados
Bem logo ao nascer
Berço de minh’alma
Anjo do meu ser.

Herói dos meus sonhos
Razão de uma vida
Deixas-me sem sono
Sou tua querida.

Choraste ao partir.
Pois, não pude ir
Por ser tão criança
Guardei só lembranças.

Púz o pé na jaca
Caí no atoleiro
Não tinha mais graça
Sem ti, meu guerreiro.

A vida deu voltas
Passaram-se os anos
Anjos com escoltas
Juntou-nos sem danos.

Herdeiros do amor
Vivemos assim
Sementes em flor
De um amor sem fim.

Goretti Albuquerque.

domingo, 13 de junho de 2010

Filho Meu!




Por aqui e por onde eu andei,
Entre dores, pegadas de amor eu deixei;
Tuas lutas nas mãos as tomei,
Suei sangue e do amor te falei.
Todo amor Eu ao mundo ensinei;
Minha vida por ti eu doei,
E teu peito ferido sarei,
Por meu Pai meu sofrer consagrei.
Contemplei teu semblante na dor,
Mas, o homem ao menos notou,
Que Meu sangue por ele jorrou,
Esqueceu-me, não viu Meu Amor.
Quantas noites acordado eu estive contigo,
E barreiras imensas eu passei por ti;
Tua face em um choro contido,
Acalmei e moldei-te um abrigo.
Abre os olhos retorna ao caminho,
Pois do Amor vem o teu pergaminho,
Vai amando o irmão tão sozinho,
Que na vida só viu desalinho,
Faz dos teus atos, teu canto, teu ninho.
Eu por ti tive morte de Cruz,
Alto preço Eu paguei pra deixar-te a Luz;
Meu Espírito Santo é quem te conduz,
No calvário eu refiz tua vida Eu campus,
Por Meu Pai entreguei-me por ti numa Cruz.
Sou quem te formou,
Pra glória e louvor,
O Teu Deus Amor,
Sou quem mais te Amou,
Filho Pecador!

Goretti Albuquerque

sábado, 12 de junho de 2010

Vem pra mim...(Dia dos Namorados)




Sou tua vida o brilho em teu olhar,
Tu és meu universo, o sol a me banhar.
À noite quero uma estrela intermitente a me acenar,
E em teus braços em sonhos quero delirar.

Quero contigo ouvir os pássaros, o barulho das fontes,
E todo teu segredo quero que me contes;
Ainda que eu chore por algo que me desapontes,
Alado saltaremos obstáculos e os montes.

Vem para mim no riso, no amor e na dor
Serei tua comparsa irás comigo para onde eu for.
Entre suspiros de amor, versos irei compor,
No ressoar do vento escutarás do amor.

Quero teu cheiro tua voz que embarga
Meu coração é chama que jamais se apaga,
Mesmo que finde e venha a dor que esmaga
Em meu sonhar serás a mão que "afaga."

Santuário de sonhos e desejos
Serão pra ti todos os meus versejos
Em meu querer serás os meus ensejos
De tanto amar restarão meus bocejos.

Luz da manhã estrela matutina
Cor do luar prateado que ilumina
Tal qual o mar o teu olhar fascina
Quero em teus braços ser tua menina.

Goretti Albuquerque.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Uma Mutante Constante




Fora da rota do tempo
Meus pensamentos vagueiam
Jogo fora o contratempo
Sonhar... longe do bom senso.

Retrato-me na consistência
Sem modelar-me “certinha”
Primo por ter consciência
Sou um trem fora da linha.

Duplicidade é “um nada,”
Temos facetas além
Se a estrada é bem curvada
Igualdade? Só no “bem.”

Sou hoje o azul do Céu
Amanhã... O verde do mar;
Sou mutante flor do mel
Jamais em um só lugar.

Beijo o luar do sertão
Amo ao Poeta mutante
Sou carro na contramão
Um riso farto e constante.

Sou gado na invernada
Arrebento-me e choro atoa;
Uma mortal que do nada
Tira um sorriso e “caçoa!”

Goretti Albuquerque.
Um pouco abusada mas... Autêntica!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Onde me encontro

No cantar de um passarinho
Vigiando o próprio ninho
No viajante errante
Que busca em vão um caminho;
Por certo não encontrou
Direção, abrigo, amor,
Sorriso afável de flor,
E vaga em desalinho.

Em cada olhar profundo
De quem se acha sem mundo,
No semblante do mendigo
De suor frio e profundo;
Pois em seu nome já trás
Um rótulo de vagabundo,
Nem em sonhos encontrou paz.

Nas mãos da mulher que passa
Gesticulado com o filho
Na criancinha que chora
Sem se quer ser compreendida;
Tem seus olhos marejados,
Parecendo já saber
Qual sina terá por vida.

Aquele homem sisudo
Indo pra lá e pra cá
Na vida que vai levando
E junto vai lhe levar
No grito da noite escura
No clamor da criatura,
Sem entender seu chorar.

Goretti Albuquerque.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Há de ser Bendita!






Autor(a)Goretti Albuquerque.

Há de ser bendita
A terra que o grão faz brotar!
Caboclo hermoso acredita:
Semeando tudo Dá.

E bem lá em seu ranchinho
Alimentando os meninos
Diz o bom homem franzino:
Semeando tudo Dá.

Olhando o Céu agradece
Dedilhando sua viola
Louvando diz numa prece:
Semeando tudo Da.

Uma vaquinha de leite
Sua lavoura prospera
Lampiões fartos de azeite
Semeando tudo Dá.

À noite junto à cabocla
Na redinha faz amor.
Seu pensamento entoa:
Semeando tudo Dá.

Dá na rua e dá no mato
À noite corre o boato
Diz o matuto prosaico:
Semeando tudo Dá...

Goretti Albuquerque

terça-feira, 8 de junho de 2010

Solo Triste.






Se te sentes tão fraquinho
Pensando em desanimar
Pede ao homem consciência
E em tudo melhorar
Salvar os teus nutrientes
Que estão tentando levar.

Solo que nos dá fartura
Põe na mesa o alimento
Pra tanta gente fartar
Exiges conhecimento
Do homem que traga a terra
Deixando-a no esquecimento.

Pedes para a natureza
Ser compassiva contigo
E que ensine ao próprio homem
A não ser seu inimigo
Tira de ti, seu sustento
Mais é um ser pervertido.

Solo do agreste sertão
Castigado pela seca
Espera a chuva já vem
Muito em breve não te esqueças
Os botõezinhos em flor
Brotarão, não te esmoreças.

Faz brotar a erva daninha
Também os lírios do campo
Cobre a relva e toda a terra
Com resplendor e encanto
Se o homem não te cuidar
Em breve virá seu pranto.

Goretti Albuquerque..

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Indignação!






Quando em ti o inverno chegar,
Então corres aos lírios do campo;
Beijão às mãos da criança a passar,
E oferta a bondade em forma de amar.

E se a chuva em tua noite cair,
Sai às ruas olhando ao teu lado;
Se encontrares um irmão a pedir,
Parte o pão e a coberta calado.

Quanto tempo tem um ancião,
De calçadas, de fome e de frio?
Não perguntes estendes tua mão;
Faz agora e evites o “teu calafrio.”

Na barriga daquela senhora,
O embrião pensa: vou perecer;
Pois pressente que o mundo lá fora
Tem traçado seu negro viver.

Vejo a lua opaca escondida,
Hoje o sol não brilhou nas colinas;
Sente as dores incompreendidas,
De uma lágrima escondida por trás das cortinas.

Era o tempo e o vento a soprar,
E nas guerras Nações combatiam;
Sem motivos deixando ao relento,
Pobres jovens, sem causas morriam.

Esse texto não é ficção, nem imaginação.
É a verdade em um grito de Indignação!

Goretti Albuquerque

domingo, 6 de junho de 2010

O Velho e o Menino.






Um pobre velho sentado
Vê um menino ao chão
Tem as mãozinhas estendidas
Pede um pedaço de pão
O velho então lhe pergunta
Não te quiseram mais não?

A semelhança dos dois
Os faz amigos então
O que um ganha é do outro
E caminhando assim vão
Um ensinando ao outro
Como vive um pobre cão.

O velho já foi menino
Entende bem seu amigo
Vai lhe passando da vida
Lições como tem vivido
No decorrer de sua vida
Vais precisar de um abrigo.

O menino aprendeu
Tão somente a sonhar
Que vida de gente grande
É um alegre cantar
Mais de olhos no futuro
Começa a desanimar.

O velho e o menino
Sofrem a mesma crueldade
Foram jogados na vida
Com requintes de maldade
Família e País fizeram
Tamanha perversidade.

MARIA GORETTI ALBUQUERQUE.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um Alerta... Alerta!!!






O que fizeram com nossas matas
Bela Floresta quem te devasta?
Por que te calas, velha Cascata?
Rouxinol triste parou seu canto
As borboletas voam em pranto
E o homem insano: Tirou seu manto.

Abraçada a ti faço um juramento
Junto ao teu coração chorar o seu lamento
Vejo teus galhos copados como um monumento
Por que te sugam te destroem assim dessa maneira?
Choro pelo canarinho, o beija-flor e também por ti.
Floresta escassa tão desfigurada sou o teu sentir.

Minh!alma entristecida se enluta na dor
Rios, afluentes, fontes e animais
Sou o teu grito nas horas fatais
Teu orvalhar expressa o teu clamor
Vil animal o homem e suas façanhas
Vai ter comigo e com minhas entranhas.

Quando criança cobria-me as tranças
Braços abertos a me guardar nas sombras
Meus Piqueniques, eu sentava em teu chão
A mesa posta os pássaros em canção
Saudade e sonhos minha árvore querida
Infância linda seiva de tua vida.

Quando chegarem os falsos lenhadores
Pranteia o orvalho demonstra tuas dores
Não percas nunca o manto de tuas cores
Luta e reage contra os opressores
Confiam em mim e em teus defensores
Amando iremos te render louvores.

Goretti Albuquerue.

Bom domingo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Querido você... Saudações.




Meus pensamentos são teus momentos
Do meu amor ao te compor
Pra te dizer do meu querer.
Nos arremessos pelo avesso
Grito bem forte de Sul a Norte;
Canto e proclamo! Você quem Amo!

Vou te amando te admirando
Tuas cicatrizes trazem deslizes
Vou te apoiando te aconchegando
Porque contigo estou comigo.
Em minha cama sinto tua chama
Beijo tua boca profana e louca.

Na lágrima tua dou-te a lua!
Nos versos teus, os beijos meus;
Quando sorrindo um Céu se abrindo
Em teu sofrer faz-me morrer.
Pelas esquinas tu me ensinas
O amor é lindo um sonho infindo.


No teu pensar o meu amar
Quando em teu pranto, meu acalanto;
Nas noites frias, sua alegria.
Você meus versos, você inverso, meu Universo!
Querido você.
Saudações!!!


Goretti Albuquerque.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Joga-me teu Fardo!




Moço do pó da estrada
Da pele tostada
Face encabulada
De jeito arrasado
Joga-me teu fardo
Sou “Teu Pai Amado!

Sei por essa vida
Ganhastes feridas
Coragem contida
Na mais dura lida
Tuas dores sentidas
Por “Mim” são colhidas.

Sorriso embaçado
Olhos marejados
Vestes bem surradas
Ilusões sonhadas
Segui tuas pegadas
Tenho te escutado.

Andarilho espera
Dá-me a mão supera
Se o sol te macera
Sou “Eu” quem opera
Vem! Sou quem veneras.

O mundo é assim
Desigual por fim
Olhes para Mim
Sou o Deus do Sim.
Amas-me enfim?
Sou amor sem fim.

Goretti Albuquerque.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sentimento Poético





O Poeta ama com real Grandeza
Lágrima em um texto encontrou beleza
Na sofreguidão, põe seu coração transpira Nobreza.
Vem à narrativa e o poeta chora com tal sutileza
Em contexto pleno o poeta joga sua singeleza,
Um relato e pronto, alegria ou pranto, em sua realeza.

O poeta chora, com a narrativa, pura comoção
Já sorri com tramas, amenos e brandos canta o coração.
Seu olho d’alma vislumbra a poesia com muita emoção.
Ama por tabela, chora o conteúdo, com sofreguidão.
Pobres dos poetas postam os sentimentos, todos em suas mãos.
Amarás pra sempre, sorrirás em lágrimas, dores da canção.

Pétalas contidas
No dizer sentido
No sentir sofrido
Dores emitidas
Sente-se envolvido
Nos versos vividos.

O poeta ama, flui a emoção
De um texto que passa tanta comoção
De dor e alegria, mesmo em ficção.
Puro sentimento vem por provação
Pobre do poeta rasga o coração
Sentimentos nobres, pura devoção.

Gotejo de rosas, sorrisos chorosos, lágrimas em prosas...
Bela trajetória, um querer comporta
Em um coração...
Do poeta honroso, do amar zeloso, com tanta emoção.
Lindo amor fraterno, seu peito entrega numa doação.

Goretti Albuquerque.

Benvindos ao meu kantinho!!!

Piu Piu pra você!

Piu Piu pra você!